Em Evangelho de João lemos:
“Ora, Jesus, vendo ali sua mãe, e o discípulo a quem ele amava, disse à sua mãe: Mulher, eis aí o teu filho. Depois disse ao discípulo: Eis aí tua mãe.”
Imagine aquele momento.
Jesus estava sofrendo intensamente.
Havia sido rejeitado, humilhado, ferido e pregado numa cruz. Mesmo assim, em meio à dor, seus pensamentos não estavam voltados apenas para si mesmo. Ele olhou para sua mãe.
Maria estava ali, vendo o sofrimento do filho que havia criado desde pequeno. E Jesus, com amor e compaixão, entrega sua mãe aos cuidados do discípulo amado, provavelmente João.
Isso revela algo profundo sobre o caráter de Cristo.
Mesmo em seus últimos momentos, Jesus continuava demonstrando:
- amor,
- responsabilidade,
- compaixão,
- cuidado pelos outros.
Ele não ignorou a dor de sua mãe.
Não pensou apenas no sofrimento que estava passando.
Ele nos deixou um exemplo de amor verdadeiro.
Vivemos em um mundo onde muitas vezes as pessoas esquecem de cuidar umas das outras. Há famílias divididas, relacionamentos frios e pessoas sofrendo sozinhas. Porém, Cristo nos ensinou que o amor se demonstra em ações.
A cruz não foi apenas um lugar de sofrimento.
Também foi um lugar de ensino.
Ali aprendemos que:
- o amor permanece mesmo na dor;
- a fé vem acompanhada de responsabilidade;
- os servos de Deus devem cuidar uns dos outros.
Além disso, aquelas palavras possuem um significado espiritual muito belo. Jesus estava mostrando que seus seguidores formariam uma nova família espiritual, unida não apenas por sangue, mas pela fé e pelo amor.
Quando Cristo disse:
“Eis aí o teu filho”
e depois:
“Eis aí tua mãe”
ele mostrou que no povo de Deus deve existir cuidado mútuo, apoio e união.
Hoje também precisamos desenvolver esse espírito:
- ajudar quem sofre,
- apoiar nossos irmãos,
- honrar nossa família,
- demonstrar amor verdadeiro.
O exemplo de Cristo continua vivo.
Mesmo na cruz, ele amou.
Mesmo ferido, ele cuidou.
Mesmo sofrendo, ele pensou nos outros.
Que nós possamos imitar esse amor em nossa vida diária.