Em Atos dos Apóstolos 27, Paulo, que nem era marinheiro nem o comandante da embarcação, avisa:
“Homens, vejo que a navegação há de ser com dano…”
Mas o centurião pensa: “Vou acreditar no piloto e no capitão. Eles entendem de navios.”
Do ponto de vista humano, a decisão era totalmente razoável. Afinal, quem você ouviria? Um prisioneiro ou o piloto experiente?
O detalhe interessante é que Paulo não estava falando com base em experiência náutica, mas por inspiração de Deus. Pouco tempo depois, uma violenta tempestade (Euroaquilão) confirma exatamente o que ele havia dito, e o navio acaba destruído. Embora a carga e a embarcação se percam, todas as vidas são preservadas, conforme a promessa do Senhor a Paulo.
Há uma lição muito atual nisso: às vezes, a voz de Deus contradiz aquilo que parece ser a opinião mais técnica, mais lógica ou mais popular. Nem sempre a maioria ou os especialistas têm a última palavra quando Deus já revelou Sua vontade.
E, olhando com um pouco de humor, dá para imaginar Paulo, depois do naufrágio, dizendo educadamente:
“Eu avisei…”
De fato, ele diz algo muito parecido em Atos 27:21:
“Teria sido, na verdade, razoável… ter-me ouvido…”
É um daqueles momentos da Bíblia em que a frase “eu bem que avisei” aparece de forma elegante, mas com uma grande lição sobre confiar na revelação divina.